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TUIUTI

Desfila no segunda-feira, 20/02, a partir das 22h

Sua origem vem da fusão de sambistas remanescentes das extintas Unidos do Tuiuti e Paraíso das Baianas, Escolas de Samba que existiam no Morro do Tuiuti, em São Cristóvão. Herdou as cores de suas matrizes: o azul pavão da Unidos e o amarelo ouro da Paraíso, embora seja afilhada da Verde e Rosa, a vizinha Estação Primeira.

SAMBA-ENREDO

“Mogangueiro da Cara Preta”

Autores: Alessandro Falcão / Cláudio Russo / Gustavo Clarão / Julio Alves / Moacyr Luz / Pier Ubertini / W. Correia
Intérprete: Wander Pires

NUM MAR DE TEMPESTADE E VENTANIA
FOI TRAZENDO ESPECIARIAS
QUE O BARCO NAUFRAGOU
NOZ MOSCADA, CRAVO, IGUARÍAS
NO CAMINHO PARA AS ÍNDIAS
O MARINHEIRO SE PERDEU NA MADRUGADA
O MOGANGUEIRO CORREU PARA O IGARAPÉ
A CURUMINHA ENTOOU UMA TOADA
ENQUANTO ABRIA-SE A FLOR DO MURURÉ
E NESSE ENCONTRO ENTRE O RIO E O OCEANO
A GRANDE ILHA QUE CULTIVA O CARIMBÓ
DIZEM QUE ÍNDIOS AINDA FALAM COM HUMANOS
HÁ MUITOS ANOS NA ILHA DE MARAJÓ


EH! BATUQUEIRO NO SAMBA DE RODA, CURIMBÓ
QUERO VER VOCÊ CANTAR, COMO CANTA O CURIÓ
OKÊ CABOCLO! ONDE VAI A PIRACEMA?
RIO ACIMA SEGUE O VOO DE UMA JURITI PEPENA


HÁ MÃO QUE MODELA A VIDA
NO BARRO MARAJOARA
E O BÚFALO QUE PISA
ESSE CHÃO DO PARAUARA
CHAMA O MESTRE DAMASCENO
PRA ENTOAR ESTA CANÇÃO
DAS CANTIGAS DA VOVÓ
DO TEMPO DA ESCRAVIDÃO


É LÁ! É LÁ! É LÁ!
CANOEIRO VIVE SÓ “MORENÁ”
É LÁ! É LÁ! É LÁ!
MAS PRECISA DE UM XODÓ

CADÊ O BOI?
O MOGANGUEIRO, O MANDIGUEIRO DE OYÁ
MEU TUIUTI NÃO TEM MEDO DE CARET
A TRÁS O BOI DA CARA PRETA DO ESTADO DO PARÁ

 

 

 

Copyright: Editora Musical Escola de Samba Ltda

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ENREDO

"“Mogangueiro da cara preta””
Carnavalescos: Rosa Magalhães e João Vítor Araújo
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O termo “especiarias” era conhecido na Europa nos séculos XIV e XV para designar temperos e condimentos, que não só davam mais sabor aos alimentos como serviam também para conservá-los, sendo alguns usados como remédios.

Os preços altíssimos cobrados então causaram indiretamente o “Descobrimento” da América e do Brasil.

Sua importância vai até os dias de hoje. Quem nunca saboreou um mingau com canela ou um doce de coco com cravo da Índia – que até hoje mantém no nome sua origem?

Neste rol de especiarias, vamos listando a pimenta do reino, a canela, o açafrão, o anis, e até mesmo a noz moscada, natural da Indonésia, mas que se aclimatou muito bem na Índia, além do cominho e o curry. Na verdade, esses são alguns dos produtos que enriqueceram a mesa europeia a partir da Idade Média. Seu alto custo era cobrado por importadores que bloqueavam sua comercialização. A saída foi procurar um caminho direto a seus produtores, pelo mar – dando origem às “descobertas” de novas terras. O comércio se tornou bastante comum entre o Ocidente e o Oriente.

E assim começa nossa história…

Conta-se que um carregamento de búfalos, originários da Índia, também fez parte desse grande rol de exportações.

Viajavam num navio que, devido a forte tempestade, acabou naufragando perto da costa brasileira. Muitos deles, milagrosamente, conseguiram se salvar nadando até a terra firme.

Chegaram a um lugar que, tal qual a Índia, era habitado havia milhares de anos.

Desses antigos moradores, temos apenas restos de uma civilização admirável em seus trabalhos em argila, cuja fabricação era especialmente decorada.

Nossos búfalos sobreviventes se aclimataram muito bem nessa região. Foram se multiplicando e hoje formam o maior rebanho de búfalos do país.

A terra que os acolheu era em alguns lugares alagadiça, e esses animais se refrescavam nesses oásis de águas cristalinas, por conta de sua constituição que lhes permitia sair d’água sem esforço graças a seus fortes músculos traseiros.

A terra a que chegaram tão bravamente, na verdade era uma ilha, a Ilha de Marajó, situada entre a desembocadura de um rio e o oceano.

 

E seu povo tem por esses animais a maior reverência.

Aproveitando as influências de festas nortistas, Mestre Damasceno, grande artista popular marajoara, criou um “Búfalo – Bumbá”, uma adaptação do Auto do Boi, tendo como figura central o búfalo.

A presença do boi foi largamente disseminada entre os povos Bantos africanos que, no período da colheita, conduziam um boi estilizado, em procissão animada por cantos e danças.

Os escravos, cantadores de muitas gerações, usavam palavras e ritmos de seus universos poéticos, narrando aventuras de outros tempos e espaços, com histórias nas quais os bichos falavam, dançavam, cantavam e assombravam reinos humanos e os animais.

“Que já houve um tempo em que eles conversavam entre si e com os homens é certo e indescritível, pois que bem comprovado nos livros de fadas carochas. Mas, hoje em dia, agora, agorinha mesmo, aqui, ali e em toda parte, poderão os bichos falar e serem entendidos, por você, por mim, por todo mundo, por qualquer filho de Deus?!”

São histórias contadas pelas avós. “Meu boi preto mogangueiro, árvore para te apresilhar? Palmeira que não debruça: buriti – sem entortar...”

Os búfalos passeiam pela cidade, servem de montaria para a polícia e ajudam na coleta do lixo. E, à noite, ouve-se as vozes de mães ninando seus pequenos:

Boi, boi, boi da cara preta, pega essa menina que tem medo de careta...

Ficha Técnica

Fundação: 05/04/1952
Cores: Amarelo ouro e azul pavão

Presidente: Renato Thor

Carnavalescos: Rosa Magalhães e João Vítor Araújo

Mestre de Bateria: Marcão
Rainha de Bateria: Mayara Lima

Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Raphael Rodrigues e
Dandara Ventapane
Comissão de Frente: 

Quadra: Campo de São Cristóvão, 33 - São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ CEP 20921-440
Barracão: Cidade do Samba (Barracão nº 09) - Rua Rivadávia Correa, nº 60 - Gamboa - CEP: 20.220-290

Telefones:

Quadra: +55 21 96643-2613

Quadra: +55 21 96643-2613

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